segunda-feira, 2 de junho de 2008

Rescaldo – Passeio BTT de 01/06/2008 – A Cobra no "Fio-Dental"

Depois de mais uma semana de chuva, estávamos todos a recear mais um banho de lama, e por isso mesmo planeei uma volta com mais alcatrão que o costume, seria uma volta menos interessante e nem valia a pena levar a maquina de fotográfica, mas que serviria para manter a forma sem estragar as bikes (todos nos lembrámos do Lucas e do desviador traseiro partido na semana passada).

Quando chegámos a Palmela, vimos as condições climatéricas, começámos a falar e optámos por abdicar da volta do alcatrão e decidimos arriscar e fazer a volta "Costumeira".

Seguimos então para os Moinhos da Serra do Louro, onde vimos mais uma vez o mesmo senhor do costume a passear com o seu pequeno cão (apercebi-me agora que os vimos todas as semanas e que eu nunca tinha escrito nada disso aqui). Continuámos até ao "fio-dental", e aí tivemos um encontro inesperado com outro animal: Uma Cobra!
Quando a vi, parei de imediato a bicicleta para não a pisar, não se via a cabeça e a cobra estava imóvel atravessando por completo o trilho, não dando para perceber se estava viva ou morta. Para chegar a alguma conclusão, atirei-lhe uma pequena pedra para ver se ela se mexia, a gaja não se mexeu. Atirei-lhe outra pedra, um pouco maior, e aí ela pensou que aquilo já eram pedras a mais e decidiu sair do caminho e ver de onde é que caía o "granizo". Ficou a olhar para mim, como se tivesse a pensar: - O tipo é alto e já me acertou com duas pedras, se calhar vou ficar aqui quieta e deixo-o passar. E assim foi, passei sem problemas e agora era a vez do Vaquinhas passar. Ele avançou, mas a cobra que não o conhecia de lado nenhum ficou tão assustada com os ténis 46 biqueira larga que desatou a fugir por entre a raios da roda da bicicleta. O António, o Artur e o Jorge estavam a assistir a tudo na primeira fila e que seriam os próximos a "cumprimentar" o reptil, com a fuga da bicha já puderam passar sem constrangimentos alguns e dar umas valentes risadas com a história do "Vaquinhas e a Cobra no Fio-dental".
Acabámos o single-track, e fomos em direcção à Comenda. Chegámos lá muito cedo, eram 10h e pouco, não se estou enganado mas acho que nunca lá tínhamos chegado tão depressa. Comemos, conversámos, e ainda houve tempo para o Vaquinhas dar uma "afinadela" ao desviador dianteiro da specialized do Jorge.

Seguimos em direcção à Capela de São Luís, o Vaquinhas que ainda não conhecia a subida, teve uma agradável surpresa quando verificou que a corrente não queria mudar do prato da pedaleira do meio para o mais pequeno e lá teve que se aguentar à bronca sempre naquela mudança até lá a cima. Imagino que não deve ter sido nada fácil! (O Armstrong está mesmo a recuperar a forma!!)

Seguimos pelo trilho e quando chegámos ao pé do tanque encontrámos um rapaz que se tinha perdido do tipo que o acompanhava (quer disser, do tipo que não o acompanhava) e que não sabia o caminho até Palmela. Expliquei-lhe o caminho mais fácil e disse-lhe que se quisesse podia vir connosco que nós também íamos nessa direcção, era só esperar um pouco enquanto o Artur acabava de medir os valores dos diabetes. Ele optou por não esperar e seguir o caminho, um pouco mais à frente acabamos por o apanhar e felizmente já o encontrámos acompanhado do pseudo-guia.

Chegámos lá acima ao alcatrão e como ainda eram 11 horas decidimos que quando chegássemos ao vale dos barris em vez de virarmos à direita, iríamos virar à esquerda e subir o estradão que antecede o Cai-de-Costas. Iniciámos a descida, o António foi lançado por ali abaixo e eu fui atrás, quando passámos ao entroncamento que vai dar ao paint-ball eu fiz um sinal com o braço para a esquerda para quem viesse atrás de mim pudesse ver aquele sitio para mais tarde falarmos sobre os trilhos que para ali pudessem existir. Continuei a descida, o Vaquinhas veio atrás de mim e quando chegámos ao Vale dos Barris, não vimos o António e pensámos logo que ele tinha virado à direita em vez de virar à esquerda. Olhámos para trás e também não víamos nem o Jorge nem o Artur, e foi aí que nos apercebemos que eles tinham cortado à esquerda no tal entroncamento que eu tinha feito sinal. Liguei ao Artur e para variar o telemóvel não tinha rede, a sorte foi que o do Jorge já tinha e pudemos falar, nessa altura estava ele todo satisfeito porque o trilho era espectacular e que a seguir iam fazer a "frigorifica" e que nos podíamos encontrar lá em cima no entrocamento. Em seguida liguei ao telefonei ao António, o telemóvel tocou, tocou, tocou mas ele não atendia de maneira nenhuma e acabei por desistir (pelos vistos quando nós combinámos o caminho ele vinha ainda meio "almariado" por causa da ultima subida e não ouviu nada do que nós falámos).
Eu e o Vaquinhas seguimos então para o ponto encontro, e enquanto esperávamos pelo Jorge e pelo Artur, telefona-me o António a perguntar onde estávamos porque ele já estava na rotunda de Palmela e tinha uma chamada minha não atendida no telemóvel, lá lhe contei o que se passou e aconselhei-o a ir para casa sozinho porque nós ainda estávamos demorados. Conclusão: Ele ia tão concentrado na pedalada, e com tanta de vontade de chegar em primeiro lugar a Palmela que nem sequer quis perder uns segundos para olhar para trás e ver se algum de nós vinha atrás dele. Ele a pensar que nos tinha dado 10 minutos de avanço e nós estávamos parados à espera do Jorge e dos instintos do Artur, ehehehhe.

Entretanto liga-me o Jorge a dizer que já tinha andado aos trambolhões e que o caminho não tinha saída, que já estavam a voltar para trás, e como já estavam muito cansados já não iam ter connosco e iam directos a Palmela.

Lá fomos então nós os dois em direcção à subida pelo estradão até ao cai-de-costas, e é engraçado que eu já não fazia aquele caminho à muitos meses e agora até nem me pareceu assim tão difícil de se fazer como era antigamente. E sinal que para este tipo de "reumatismo" há cura! E é muito bom sentir isso!!

Depois fomos por um caminho novo que eu ainda só tinha feito uma vez e que vai dar directamente à Quinta do Anjo. É um trilho muito porreiro e fiquei mesmo com muita pena que o resto da brigada não o tivesse feito. Mas não há problema, fica para uma próxima!!

Resumindo: Boas pedaladas, ritmo bastante elevado, pouca lama (felizmente), a cobra no fio-dental, a boa disposição habitual, os instintos do Artur e as tropelias do costume. Foi pena a maquina de filmar ter ficado em casa! (ahhh e o Vaquinhas estreou o novo guiador!)

Distancia: 54,46


"Reumáticos" de Serviço: António, Artur, Carlos, Fernando e Jorge


Boas pedaladas!!

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