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quarta-feira, 4 de junho de 2014

Rescaldo do Passeio de BTT de 01/06/2014 - Conventos, Pinhões e um Pseudo-Fotógrafo



Como há uns dias tinha visto um documentário sobre os Conventos da Quinta de São Paulo, e sobre as obras em curso lembrei-me que seria interessante ir ver ao vivo o que se andava lá a fazer. O mais engraçado é quando me preparava para fazer a reportagem fotográfica, reparei que tinha deixado a maquina em casa... Grande fotógrafo este hein? O que vale é que o telemóvel do Zé até tira fotos com alguma qualidade e deu para registar o momento para a posteridade. O reforço estrutural dos edifícios está feito com barrotes de madeira e todos os acessos ao interior foram fechados de modo a se poder preservar o património remanescente. E se as obras "normais" são sempre demoradas, acredito que estas vão demorar muitos anos e fica aqui a promessa de ao longo desses tempo irmos actualizando o estado deste restauro.
E enquanto eu ia "fiscalizando" a obra os meus parceiros iam-se entretendo a comer pinhões!! Esta malta não tem mesmo condições nenhumas ;-)

Aproveitei também este passeio para testar os suportes da GoPro do Afonso para o guiador da bike. E se a principio estava tudo a correr bem, quando começamos a descer o caminho romano do Castelo de Palmela a trepidação era tão forte que o suporte não se fixava e estava sempre a sair do sitio. A solução foi meter uma borracha (um pedaço de uma câmara de ar furada faz o serviço) entre o suporte e o guiador e o problema ficou aparentemente resolvido (digo aparente, porque só terei a certeza quando passar novamente por zonas de maior ou igual trepidação). Para além desse problema reparei também que a câmara mesmo em piso regular oscila mais do que deveria (talvez não tenha apertado devidamente os suportes, não sei). mas apesar de tudo até fiquei agradado com o resultado final.

Desta vez fiz uma "curta-metragem", e por isso desta vez não têm desculpa para não assistir até fim, até porque bem no final do vídeo o Lino ensina a todos umas interessantes novas tácticas... A não perder ;)






Até para a semana!!

quinta-feira, 9 de maio de 2013

Rescaldo - Passeio de BTT de 05/05/2013 - O regresso... do Homem da Marreta!!!


Para justificar o titulo deste rescaldo vou ter de começar pelo fim do passeio e pela visita que o "Homem da Marreta" me fez a poucos quilómetros de casa! Foi a primeira vez que isto me aconteceu numa volta tão curta (+/- 52 km), mas é o que dá estar 15 dias sem tocar na bike! Um gajo tira férias do escritório para se dedicar aos ladrilhos e é esta a recompensa! O que vale é que o ataque foi suave e bastou um descanso de cerca de 3/4 minutos para as câimbras acalmarem e me deixarem regressar a casa.

A volta em si até nem foi difícil, começámos a subir até ao miradouro do Castelo de Palmela, depois descemos pelo "Pombal" até Aires e de seguida pelo Trilho da Quinta da Glória até à Calçada Romana do castelo.

Aqui o nosso "Rei Artur" deu conta que tinha perdido o medidor de glicose e como é óbvio, voltámos para trás para ver se o encontrávamos. Curiosamente o aparelho estava mesmo no meio do trilho e por sorte encontrámos-o segundos antes de um grupo de 5 ou 6 ciclistas lhe passarem por cima!

Já com o medidor bem preso ao quadro da bike, lá regressámos aos trilhos e seguimos até São Paulo e às Oliveiras para ver ao vivo o estrago que as maquinas tinham andado a fazer por ali:

Vamos agora aguardar se vamos poder continuar a passar por ali ou se teremos de arranjar alternativas...

Dali seguimos até à Comenda, por um trilho que raramente utilizamos e que ainda pertence à Quinta do Esteval:







Quando estávamos a terminar o trilho e prestes a entrar noutra propriedade, fomos abordados por um senhor que gentilmente nos pediu para não voltarmos a passar por ali porque não é do agrado do dono do terreno, que pelos vistos ainda tem "sangue real" e que tenciona tapar todos os acessos à quinta. Tivemos ainda uma boa meia hora à conversa e ficámos a conhecer uma serie de episódios que justificam as intenções do monarca (motociclistas a passarem por entre a vinha, caçadas ao Javali, fitas de passeios organizados, etc.). O senhor com quem falámos concorda que não são as bicicletas o principal motivo da ira do proprietário mas por causa de uns pagam os outros e da nossa parte, se já raramente lá passámos, agora deixaremos mesmo de lá passar.

Seguimos então até à Comenda onde fizemos a nossa habitual pausa:



Após a pausa, seguimos pelo estradão da capela de São Luís, até ao trilho e depois continuámos a subir pelo Rego de Agua até à estrada municipal. Descemos depois até ao Vale dos Barris e como alguns de nós estávamos com vontade de fazer o trilho dos moinhos em sentido inverso ao que habitualmente fazemos, decidimos atalhar subindo até ao Cabeço das Vacas... Não foi nada fácil, o calor já se fazia sentir e foi aqui que o "Homem da Marreta" me assobiou e me disse para que se continuasse a abusar ele iria dar-me uma valente marretada, o que viria só a acontecer na Lagoinha.

Mas valeu a pena o sacrifício porque fazer o trilho dos moinhos em sentido inverso, para mim é sempre um prazer, porque estou tão habituado a fazê-lo no sentido oposto que assim até parece um trilho novo! Mas se calhar sou só eu que não regulo muito bem, lolol


Como continuo ainda com alguma bricolage em atraso, foi novamente o nosso Afonso "Spilberg" Sousa que realizou o vídeo desta semana e uma vez mais fez um óptimo trabalho:



Até para a semana!!

terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 24/09/2011 - O dia das correntes!!


Esta semana voltámos a ir para a Arrábida no sábado e esta é uma opção que vamos voltar a repetir sempre que todos estejam disponíveis para o fazer. Ou seja, se ninguém trabalhar ou tiver outros afazeres vamos ao Sábado, senão vamos ao Domingo.

O passeio de hoje ficou marcado pelo facto de dos quatros elementos da brigada, só eu não ter tido problemas com a corrente da bicicleta... Parece impossível mas é verdade!! Mas já lá vamos...

Depois dos 10 kms de aquecimento habituais iniciámos o nosso percurso com a subida pelo centro histórico de Palmela até ao Castelo:


Quando lá chegámos o Artur reparou que um pino de um dos elos da corrente estava mal encaixado e que estava torto, o que provocava um ruído estranho na bicicleta, e por isso optou por retirar o elo danificado e seguir caminho com a corrente mais curta.

Dali seguimos para os jardins do Castelo e depois descemos até à Baixa da Palmela pela estrada romana. A trepidação deste caminho é tremenda e creio que só o Rodrigo, com a sua Stumpjumper, é chegou lá abaixo sem grandes dificuldades.


Como depois de uma grande descida vem sempre uma grande subida, era a altura de subirmos a "Jibóia", mas quando nos preparávamos para meter a "avozinha" a corrente do Afonso saltou e o desviador estava numa posição muito estranha... Conclusão: O parafuso de uma das roldanas do desviador desapertou-se e a corrente passou para o outro lado. O que vale é os mecânicos de serviço da brigada são uns "profissionais" exemplares e resolveram a questão num ápice, fomos tão rápidos que nem deu tempo para tirar fotografias da avaria... (foi assim não foi? ehehehe).

Depois de resolvida a segunda avaria mecânica do dia, subimos a "Jibóia", que continua com as cancelas abertas, até às Antenas:


Depois seguimos até ao Cabeço do Vento Grande e descemos pelo estradão da Quinta do Zimbral e que termina numa zona muito rochosa perto da Arca D´Agua.


 Voltamos a subir, desta vez até ao Moinho da Pascoa e depois descemos até à Quinta do Rego d´Agua para fazermos, também a descer, o Trilho do Tanque. Quando chegámos à fonte fomos surpreendidos com um grupo muito grande de caminhantes que passavam pelo mesmo trilho. Como não poderia deixar de ser, parámos e deixámos que todos eles chegassem junto de nós e foi mesmo um dos caminhantes que olhou para a bicicleta do Rodrigo e lhe disse que ele tinha a corrente partida... Pois, também o Rodrigo não se safou à maldição das correntes e até Stumpjumper, acabada de vir da revisão dos 30 dias, perdeu o elo de engate durante a descida. Esta situação poderia ter causado problemas sérios se ele não tivesse parado, uma vez que uma pedalada em falso poderia causar uma queda muito feia... 
Felizmente isso não ocorreu e até acabámos por ter sorte porque quando nos preparávamos para unir a corrente, mesmo ficando mais curta, apareceu um rapaz, que mesmo não nos conhecendo de lado nenhum, prontamente ofereceu ao Rodrigo um dos elos de engate que tinha com ele. Se porventura ele algum dia ler esta crónica aqui fica o nosso agradecimento público.

Depois de mais esta avaria ficar resolvida, continuámos a descer e seguimos até à N10. Atravessámo-la e entrámos na Quinta dos Cambalhões subindo até à Capela de São Pedro de Alcube. A vista que se deslumbrava daquele ponto era muito bonita com as nuvens e o Formosinho ao fundo e não resisti a gravar uns segundos desse momento para a posteridade.

 Descemos até à vinha, atravessámos a ribeira e seguimos até à Estrada dos Picheleiros. Depois subimos até à Quinta da Urze e a seguir fizemos o "Fim-do-Mundo" também a subir. De referir que encontrámos o piso num estado impecável o que facilitou e muito a ascensão até lá acima. Curioso foi o facto de termos visto crianças acompanhadas com os seus pais a descer de bicicleta... (não sei se sou só eu, mas não me parece que aquele seja o sitio ideal para estas aventuras).


Ao fundo o Moinho do Cuco
 Em seguida rolámos até às traseiras da garagem dos autocarros, voltámos a atravessar a N10 e descemos desde a Capela das Necessidades até à zona da Portela, onde subimos a encosta da Serra de São Francisco, e sem meter o pé no chão, fomos experimentar a gravilha do "Cai-de-Costas". 
Por sinal, agora a melhor maneira de fazer está subida é pelo lado direito, onde há menos gravilha, e pelo que vi, se nós não levássemos já nas pernas a "Jibóia" e o "Fim-do-Mundo", o mais provável era termos conseguido voltar a subir esta mítica subida como deve ser. E já agora, convém que fique registado que o Artur só não subiu tudo montado porque a Cláudia lhe estava a ligar para o telemóvel, o que o desconcentrou bastante e provocou que ele desmontasse antes de atingir o objectivo proposto (Foi isso não foi? Falta de força nas pernas é que não foi de certeza, lololol)

Como o nosso objectivo era mesmo só ir experimentar a gravilha, voltámos para trás e seguimos até ao Pomar. No fim deste trilho o Artur reparou que as mudanças estavam completamente desafinadas e os mesmos eficientes mecânicos lá resolveram mais ou menos a questão de forma a podermos seguir o passeio. Curiosamente enquanto efectuávamos mais esta reparação voltámos a encontrar o rapaz que desenrascou o elo de engate ao Rodrigo! Há coincidências do caraças!!

Para terminar subimos até aos Moinhos, para fazermos o trilho no sentido inverso ao que habitualmente fazemos e que tanto apreciamos. Aqui tivemos a sorte de encontrar um grupo numeroso de pessoas que participavam nas "Burricadas" da Serra do Louro e que deram um brilho extra ao nosso vídeo.



E por falar em vídeo, deixo-vos com o desta semana! Espero que gostem!!



Rijos de serviço: Afonso, Artur, Carlos e Rodrigo
Distância percorrida: 54,00 km em 03:26:09

Altura máxima: 234 m
Altura mínima: 17 m
Acumulado de subidas: 1821 m (TrackMaster) ; 915 m (GPSies)
Índice de dificuldade: 834 (TrackMaster)

Media de Pulsações: 130
Pulsação Máxima: 192 p/min

Velocidade Média: 16,20
Velocidade Máxima: 63,40

domingo, 17 de julho de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 17/07/2011 - Correu mal, mas podia ter corrido bem pior!


 Pois é isto hoje não correu nada bem, mas tal como digo no titulo desta crónica, podia ter corrido bem pior! Logo no inicio do passeio quando estávamos já a descer a estrada romana do Castelo de Palmela, o Artur fica sem o travão detrás, ainda resquícios do ultimo tombo que ele deu à umas semanas atrás. Mas como já não é a primeira vez que isso acontece lá se resolveu o problema e o travão ficou a funcionar.


 Quando finalmente descemos a estrada romana, seguimos até à Baixa de Palmela com destino à "Jibóia" e fomos surpreendidos com o piso porque agora tem uma nova camada de gravilha que, se por um lado tapou os regos causados pela água, por outro lado, na fase inicial dificultou um pouco a tracção e obrigou-nos a desmontar quase ao pé da primeira curva.



Dali seguimos para o Moinho da Páscoa e uns metros mais à frente para o single-track que desce até ao sopé da Serra de São Luís.


Depois subimos pelo caminho das antigas pedreiras e seguimos até à Capela:





Aqui e quando me preparava para iniciar mais um segmento do vídeo que estávamos a realizar reparo que algo não está bem e que a maquina não inicia a gravação. O meu primeiro pensamento foi que me tinha esquecido de a desligar em qualquer lado e que a bateria se tinha gasto, por isso montei a câmara de backup, a #6, e os resultados são iguais... aqui a teoria da bateria se ter gasto no caminho também encaixava porque já não era a primeira vez que fazia gravações no interior da mochila (como devem calcular ficam filmes tipo o "Branca de Neve" do João César Monteiro onde apenas se vê uma tela preta e vozes, mas em pior, ehehhe). Afinal ambas as baterias tinham carga e foi o cartão mini-sd que lhe deu uma coisinha má e que me obrigou formata-lo e a perder os vídeos que tínhamos feito até à Capela (foi chato, mas não é grave porque podemos sempre lá voltar).

 Seguimos então pelo trilho até ao estradão da Quinta do Rego d´água e depois da subida inicial virámos à esquerda para o Trilho do Tanque e descemos até à fonte. Não fomos em frente, virámos à direita e descemos a pique até à zona da Ribeira de Alcube. 

Seguimos pelo Vale de Alcube e numa zona onde ninguém esperava vemos o Rodrigo a cair. A queda não parecia grave (e não foi) e quando o ultrapassámos ele já estava em pé e a montar-se na bicicleta e vem atrás de nós. Passados poucos segundos, parei para tirar umas fotos ao Artur que vinha um pouco mais atrasado e nem o Artur nem o Rodrigo apareciam. Como a demora não era normal fomos ver o que se passava e quando lá chegámos deparámos-nos com isto:


Pois... ele bem que se montou na bicicleta quando nós passámos, a roda é que estava "ligeiramente" empenada e não deixou continuar, lolol

Entretanto o Rodrigo foi com o Fernando à fonte lavar a ferida que fez na zona do cotovelo e eu e o Artur ficamos a tomar conta da roda e a planear o logística que seria necessária para o desenrascar.

Mas afinal de contas não foi necessário chamar o carro de apoio porque o Fernando conseguiu desempenar a roda o suficiente para passar por entre o aro da suspensão e pôr a bicicleta a rolar, ainda que em condições precárias.

 
A partir de ali a escolha por caminhos em alcatrão era óbvia e por isso subimos a Estrada do Alto das Necessidades, e depois descemos até São Simão e dali até Cabanas.

Se alguém me dissesse que eu um dia, iria publicar aqui algo relacionado com a banda sonora do filme "Musica no Coração" ou um dos singles do Cliff Richards eu dizia-lhe que ele era maluco e que isso nem em sonhos iria acontecer...

e no entanto... 


 
Eu explico: Antes de chegarmos à Quinta do Anjo o Fernando fez mais uma das suas descobertas e achou uma pasta cheia de discos em vinil de grandes sucessos dos anos 60 e 70 para juntar à sua colecção. 

Por isso nem tudo foi mau, o convívio foi como habitualmente excelente e apesar de tudo ainda acabámos por fazer cerca de 47 km a uma média de 16 km/hora.

Como aposto que agora estão todos cheios de vontade de ir para o youtube ouvir o "The Sound of Music", despeço-me  até uma próxima oportunidade com a esperança que nas próximas voltas haja mais acção e menos "fait-divers".

The hills are alive with the sound of music, trálálá... eheheheh


PS: Prometemos realizar esta volta por completo numa próxima oportunidade, com track, altimetrias, vídeos, se possível sem avarias mecânicas e principalmente sem quedas.