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terça-feira, 14 de abril de 2009

Rescaldo – Passeio BTT de 12/04/2009 - O Downhill das Antenas


Este passeio calhou no Domingo de Pascoa e por isso mesmo a maltinha queria toda chegar a casa por volta das 12 horas. Devido a este condicionante delineei um trajecto curto, mas com várias opções que fomos escolhendo mediante o relógio.

O inicio foi o habitual: Serra do Louro/Moinhos da Quinta da Sapec depois descemos o "Fio Dental" e continuamos a descer em direcção a Alcube. Uns metros a seguir à primeira ponte cortámos à esquerda e iniciámos a subida do corta-fogo (ao lado do antigo trilho das raízes). Era a primeira subida dura do dia! Quem não gostou muito da conversa foi a corrente do Lino que se partiu (por falar em correntes partidas, tenho que ir comprar uma que a minha já está nas ultimas, mas com 3500 km em cima não é de estranhar). Depois da reparação efectuada, seguimos viagem e continuámos a subir o resto do corta-fogo. Como quem sobe muito acaba sempre por descer, era a vez de descansar e de rolar pelo estradão do tanque até ao corte para o trilho de São Luís da Serra a caminho do parque de merendas da Capela.

Depois do lanche e após de analisarmos as opções para o resto do percurso decidimos que iríamos até às pedreiras. O mesmo é dizer que vinham aí mais umas subidas boas, a primeira teve de ser feita a pé porque as valas estão cada vez maiores e é muito difícil subir aquilo montado (sempre que passo ali lembro-me de um vídeo que está no youtube que mostra que aquela subida não é impossível de se fazer, se não acreditam cliquem aqui e reparem no minuto 4:03). A 2ª subida já é daquelas que se fazem bem apesar de ter uma inclinação elevada. Foi a primeira vez que a fizemos neste sentido e de certeza que não vai ser a ultima! (até porque ainda falta explorar mais um "degrau" desta parte da antiga pedreira). A seguir descemos por outro trilho novo para nós e que se apesar de muito rochoso se revelou ser bom de se fazer (a descer, porque se fosse a subir já outro galo cantaria). Depois subimos um pouco pelo trilho das oliveiras e a seguir ao trilho virámos à direita e continuámos a subir até ao Moinho da Páscoa.

Aí tínhamos duas hipóteses, ou descer a Escudeira ou seguir mais um pouco e ir até às Antenas da RTP de Palmela, escolhemos esta ultima e quando nos estávamos a aproximar da cancela do trilho da Jibóia o António sugeriu que fossemos para o downhill das antenas. Como ainda nunca tínhamos explorado muito bem área e como esta era uma hipótese que eu não tinha pensado para este dia, não estudei o percurso no Google Earth, e por isso falhei um primeiro trilho que não tinha saída. Arrisquei uma segunda vez e desta vez acertei no trilho certo, mas infelizmente o resto do pessoal ficou à espera para ver e não me seguiu. Fiquei uns instantes à espera que eles se decidissem, como ninguém aparecia 5 minutos depois tive que voltar para trás, quando cheguei ao pé da malta já o Jorge e o António tinham desertado e descido a Jibóia (seguiram depois pela Baixa de Palmela por alcatrão até ao Pinhal Novo). Ganharam cinco minutos, mas perderam o downhill das antenas, que se revelou uma agradável surpresa (sempre pensei que fosse bem mais difícil) com trilhos espectaculares serpenteando entre árvores e arbustos.
A parte pior do trilho foi quase no final, onde encontrámos uma descida muito rochosa e com um alto nível de dificuldade que nos obrigou cautelosamente a seguir usando o nosso já famoso "FootHill" (mas que pelo que estive a ver no Google Earth parece haver alternativa a este caminho).

A seguir descemos até à Baixa de Palmela, e tínhamos intenção de subir a estrada da cobra, mas enganámos-nos e seguimos pela estrada da lagartixa! Eu já a tinha subido uma vez e por isso já estava sabia o que me esperava, mas o Fernando, o Lino e o Licínio ainda não a tinham feito neste sentido e ficaram surpreendidos pela dificuldade desta subida. Só o Fernando e eu é que chegámos lá a cima montados e quando o Lino e o Licínio chegaram até se comentou que o Top C.d.C. já não faz mais sentido e que agora devia-se apostar no Top Lagartixa, eheheheeh.

Depois seguimos sempre pelo Vale dos Barris, e quando chegámos à subida para Palmela íamos calmamente ainda a recuperar o folgo perdido na Lagartixa quando somos ultrapassados por um colega de "oficio". Eu que ainda estava muito cansado, aproveitei a boleia e colei-me à roda dele, com a intenção de seguir àquele ritmo moderado até lá a cima, mas passados uns segundos o Fernando dá uma das suas famosas arrancadas à "Armstrong da Carregueira" e parecia um foguete a passar pelo outro rapaz e por mim! Nesse momento já não consegui resistir e tive de abandonar o ritmo moderado e acelerar para ir atrás dele.

Esperámos uns segundos pelo Lino e pelo Licínio que vinham um pouco mais atrás e seguimos o resto da viagem sempre a um ritmo acima dos trinta e muitos km/hora cumprindo o objectivo de todos de chegar antes do meio-dia a casa (e ainda estivemos parados na Lagoinha cerca de 15 minutos à espera do Vaquinhas!)


Resumindo: Bom passeio, mais uns trilhos novos, alguns caminhos feitos em sentido inverso ao habitual (o que é sempre positivo).
Só foi pena o Jorge e o António terem abandonado o grupo por não acreditarem que seguindo connosco chegariam a casa à hora que tínhamos planeado.


Notas:
  1. Eu e os restantes caça-trilhos (Catarina e Scott) encontrámos 2ª feira 3 novos caminhos, sendo que um deles é um trilho espectacular que iremos muito em breve experimentar!
  2. A partir de hoje vou passar também a publicar o índice IBP (Interactive Bicycling Parameters) de todas as nossas voltas.


Bttistas de Serviço: António, Carlos, Fernando, Jorge, Licínio e Lino

Dados de grupo:

Distancia percorrida: 47,16 km em 2:56:43

Temperatura Mínima: 11 ºC
Temperatura Máxima: 22 ºC

Dados individuais:

Media de Pulsações: 136 p/min.
Pulsação Máxima: 210 p/min.

Velocidade Média: 16,0 km/hora
Velocidade Máxima: 50,0 km/hora




Novo IBP Index

+ info www.ibpindex.com

Informação sobre o arquivo
Nome do arquivo Brigada-dos-_rijos_-VoltaDe12042009-SerraDaArrábida(penteado-sluís-penteado).gpx
Formato GPX
Pontos de track analisados 687

Informações gerais
Distancia total 45,108 Km.
Desnível de subida acumulado 1422,59 m.
Desnível de descida acumulado 1422,59 m.
Altura máxima 225 m.
Altura mínima 24 m.

Subidas Km % do total observações
Entre 1 e 5% 6,812 15,1
Entre 5 e 10% 3,576 7,93
Entre 10 e 15% 2,121 4,7
Entre 15 e 30% 3,36 7,45
Erros de track 1,445 3,19 descartado em IBP e em perfil
Total* 15,902 35,25 Depois de corrigir erros
Rácio de subida
8,95

Descidas Km % do total observações
Entre 1 e 5% 14,999 33,25
Erros de track 1,199 2,64 descartado em IBP e em perfil
Total* 14,999 33,25 Depois de corrigir erros
Rácio de descida
9,48
* O total não terá de coincidir necessariamente com a soma dos parciais após a correcção de erros

Plano Km % do total observações
Desníveis de 1% 14,208 31,5

Tempos h:mm:ss observações Não usado para o cálculo de IBP
Tempo total 2:49:03
Tempo em plano 0:53:07
Tempo Subindo 0:59:31
Tempo descendo 0:55:54
Tempo parado 0:00:00 Velocidade inferior a 1Km/ ou distancia entre pontos inferior a 0m

Velocidades Km/h observações Não usado para o cálculo de IBP
Velocidade média 16,01 Descontado o tempo parado
Velocidade média total 16,01
Velocidade máxima 19,49 Mantida em vários pontos do track

Fiabilidade do índice IBP 58 % = D
Registos coincidentes com tracks de BTT ou estrada : BTT 61 % / Estrada 39 % = B
*(Primeira letra) Fiabilidade do IBP:
A = muito boa, B = boa, C = aceitável, D = regular, E = má, M = track desenhado
*(Segunda letra) Condições do trajecto:
A = Bicicleta de montanha +, B = Bicicleta de montanha -, C = misto, D = estrada -, E = estrada +,

quarta-feira, 21 de maio de 2008

Rescaldo – Passeio BTT de 18/05/2008 – O Regresso do Ricardo e as Antenas da RTP



A grande surpresa do dia foi o regresso do Ricardo que se ausentou por alguns meses devido ao nascimento do seu primeiro filho. Como é natural a “ferrugem” já era alguma mas se houver força de vontade a “oxidação” vai desaparecer rapidamente. Prova disso mesmo é o Vaquinhas que andou duas semanas dedicado ao “carro-vassourismo” e que desta vez já esteve cheio de força, subindo inclusivamente as fortes subidas até às antenas da RTP e chegando ao fim do percurso ainda com pernas para fazer mais alguns quilómetros. Quem também está a mostrar progressos impressionantes é o António, que já olha para as subidas com outros olhos e um dia destes já vai conseguir fazer o “Cai-de-Costas” sem por o pé no chão.






O trajecto:

Pela primeira vez iniciámos o percurso a descer e fomos até ao Vale dos Barris, depois continuámos a descer e fizemos o trilho da lagartixa, aqui o pessoal já estava a ver que aquilo era “fruta” a mais com tantas descidas e que não devia faltar muito para começarem as subidas. E não faltava mesmo, assim que chegámos à Baixa de Palmela voltámos à direita, passamos a cancela e começámos a subir. Quer dizer… não foi bem assim porque eu fiz a subida e quando cheguei à primeira curva é que vi que ainda ninguém se tinha montado e que o Ricardo estava a comer, que o António estava a encher os pneus à Bicicleta e que os outros estavam todos na conversa. Era a altura ideal para começar o 5º vídeo “Reumático”, que diga-se foi o piorzito que já fizemos, muito por culpa da chuva que apanhámos, mas já lá vamos!
A subida para as antenas é realmente muito complicada de se fazer de seguida, mas para a primeira vez acho que até nos portámos muito bem. Eu consegui fazer as famosas curvas da “Jibóia” praticamente todas, e só me desmontei mesmo na ultima subida já perto da cancela, o Vaquinhas que ia atrás de mim, foi obrigado a parar por causa do meu “patinanço”. Quem fez esta ultima parte da jibóia com grande classe foi o “Zé Nêsperas” que não parava de dizer: “Isto não filmas! Isto não filmas Isto não filmas!!”.
Chegámos ao cimo da Serra dos Gaiteiros, seguimos até ao Moinho da Páscoa e continuámos a descer até ao trilho à esquerda que por entre a as espigas nos levou até às antigas pedreiras da Serra de São Luís.
Quando iniciámos a subida pelo alcatrão (será que ainda posso chamar alcatrão aquele piso?) começou a chover, os primeiros pingos não nos assustaram, mas quando nos enfiamos para dentro do trilho começou a chover fortemente e tivemos de nos abrigar por debaixo dos arbustos mais robustos. Quando estávamos todos juntos (pensávamos nós), decidimos avançar até às ruínas onde sabíamos que estaríamos protegidos de qualquer intempérie que se lembrasse de aparecer. Eu e o Vaquinhas voltámos a embrenhar-nos no trilho das pedreiras que para alem de estar extremamente escorregadio e enlameado nalgumas zonas, estava com os arbustos e com as silvas muito grandes o que provocou uma grande série de arranhadelas a todos nós. Quando chegámos ao abrigo, reparamos que mais ninguém tinha vindo atrás de nós, e pensámos que tinham decidido ficar abrigados da chuva no meio do trilho. Decidimos comer o nosso lanche e esperar por eles ali. O tempo ia passando e como ninguém aparecia, decidi ir para o trilho e começar a chamar pelo pessoal. Assim que o fiz, ouvi uma voz vinda do sentido oposto ao que supostamente eles estavam, repeti o grito e confirmei que a resposta vinha mesmo do outro lado. Fui ver era o Artur que se tinha perdido do grupo e que tinha feito a subida pela antiga estrada das pedreiras em vez de ir pelo trilho. E ainda bem que eu dei aquele grito porque o Artur já estava quase a ir por outro caminho errado (ia descer até Setúbal e aí é que nós nunca mais o víamos). Entretanto recebo uma chamada do António que me disse que estavam atrasados porque o Jorge, o Ricardo e o Zé andavam à procura do Artur e que ele estava a guardar as bikes. Foi aí que eu lhe disse que o Artur estava connosco e que eles podiam estar sossegados e retornar o caminho. Por causa de toda esta azáfama, e principalmente devido à forte dificuldade do trilho (com a chuva e a lama a ajudar) o Zé acabou por cair e magoou uma perna e na sequência da queda o Jorge apanhou um valente susto e também ia caindo. Felizmente não foi nada grave, mas de qualquer forma é sempre muito aborrecido quando estas coisas acontecem.
A chuva parou, o pessoal que ainda não tinha comido, fez a sua refeição e depois já todos juntos retomámos o caminho em direcção à Capela de São Luís. Como já estávamos bastante atrasados e já não íamos fazer mais pausas, optamos por não ir à Capela e descemos um pouco, para depois cortarmos para o trilho que vai dar ao estradão do tanque.
Quando chegámos ao tanque, virámos à esquerda e fizemos o single-track que desce até ao outro tanque, este com água corrente.
Nesse sítio, estava um outro Btttista que estava a procurar indicações para sair dali. Indiquei-lhe os trilhos que conhecia (que eram difíceis e a subir) e disse-lhe que íamos explorar outro caminho pela primeira vez. Para minha surpresa ele disse-me que tinha feito esse trilho na semana passada e que se fazia bem. Quando ouvi isso, lancei-lhe o desafio de ir connosco, o tipo aceitou e em vez de andarmos a explorar, fomos atrás de alguém que já sabia por onde ir. O caminho é porreiro e só lhe encontrei um defeito: uma descida muito escorregadia impossível de se fazer montado (para mim até a pé foi difícil de se fazer, porque enfiei a bicicleta numa vala e foi uma carga de trabalho para a tirar de lá. A risota geral era inevitável).
Passámos um poço e a partir desse sítio eu já conhecia o caminho e avisei o rapaz que a partir dali já conhecíamos e que já tínhamos feitos a subida que se avistava. Apesar disso ele continuou connosco e só seguiu sozinho um pouco antes de chegarmos ao trilho das raízes. Antes de ir embora, o rapaz perguntou-me se eu já conhecia caminho, nessa altura fiquei um pouco surpreendido porque eu já lhe tinha dito à meia hora que já estávamos à vontade e que a sua missão de guia já tinha terminado… Lá tive que lhe dizer que sim e que até já tinha feito aquele caminho ao contrario (e que a subir não era nada fácil) e agradecer novamente por ter vindo connosco.
De seguida fomos para as raízes, e logicamente como bons reumáticos que somos pusemos as bikes ao ombro e lá passámos as partes mais perigosas do trilho. Já montados passámos pelas nespereiras, estávamos tão atrasados que nem deu para petiscar nada, atravessámos a mini ponte, que até à pouco tempo tinha estado em obras e fomos pelo caminho habitual até chegarmos ao vale dos barris.
Como o António tinha que mesmo que estar às 12h30 em Palmela, resolvi acelerar o ritmo para puxar pelo pessoal. O Vaquinhas reagiu bem e veio atrás de mim, tivemos uns metros isolados do resto pelotão sempre a bombar e chegámos até a ir a mais de 40 km/hora. Uns minutos mais tarde e aproveitando uma ligeira descida, o Jorge passa por nós a uma velocidade impressionante que até parecia que nós estávamos parados! Eu e o Fernando reagimos e fomos atrás dele, mas o Jorge está numa forma muito boa e o Vaquinhas acabou por não aguentar a pedalada e ficou um pouco para trás.
Eu cheguei a Palmela eram 12h25, o Jorge e o Vaquinhas chegaram um pouco depois. O António que tinha ficado um pouco para trás a puxar pelo regressado Ricardo chegou exactamente às 12h30 cumprindo assim o seu objectivo principal do dia.

Resumindo: No dia em que os sete “Reumáticos” estiveram presentes, fizemos um percurso bastante atribulado, principalmente devido ao trilho das pedreiras, que nesta altura do ano está muito fechado e que a subir é realmente muito difícil de se fazer. Se isso não fosse suficiente, ainda por cima começou a chover quando lá passávamos e isso não ajudou mesmo nada, tendo sido essa uma das razões para que o Artur se tivesse perdido do resto da malta (Artur devias ter mandado um berro porque como estavas tão perto de certeza que algum de nós te tinha ouvido). O resto do percurso até correu bem e até deu para ficar a conhecer mais um novo trilho. Nota final para a estreia dos novos equipamentos do António e do Artur e para a nova bicicleta do Vaquinhas: a American “Karregueira” Eagle 1.0 que apesar de ser muito melhor que a “Karregueira Mega-Range” ainda necessita de alguns aperfeiçoamentos. Esperemos que o novo guiador já esteja incluído na futura versão 2.0


Distancia percorrida: 44,21 km

Reumáticos de serviço: António, Artur, Carlos, Fernando, Jorge, Ricardo e Zé Francisco


Boas pedaladas!



Posted by Picasa

sábado, 1 de dezembro de 2007

Nova caminhada de prospecção!!


E lá fizemos mais um passeio pedestre, e conforme tinha sido prometido fizemos muitas subidas (muitas subidas mesmo!)
Deixámos o carro em Palmela, junto à paragem dos autocarros, e descemos o vale dos Barris, virá-mos à esquerda para a estrada da "Lagartixa" que vai até à Baixa de Palmela, depois começamos a subir até às antenas, e que subida... pelo meio encontrámos mais um grupo de caminhantes (deviam ser uns 6) e lá tivemos que os ultrapassar porque o nosso ritmo era bem superior ao deles. Chegámos às antenas e tínhamos duas hipóteses: ou seguíamos a estrada alcatroada em direcção ao Moinho da Pascoa, ou descíamos um trilho e íamos descobrir mais novos caminhos, optamos por esta segunda hipótese e lá fomos nós (curiosamente o grupo de caminhantes que nós encontramos também foi por ali, resta saber se foram simplesmente atrás de nós ou se sabiam no que se estavam a meter...). Descemos o trilho e quando acabámos vimos a subida que nos esperava... digamos que era fraquinha... muito fraquinha mesmo... aí já não encontrávamos rasto de pneus de bike, mas para compensar tínhamos rasto de ferraduras (resta saber de eram de cavalos ou de burros). Por falar em burros, resta dizer que quando acabamos o trilho e chegamos outra vez ao alcatrão, estávamos relativamente perto outra vez das antenas! Lá seguimos em direcção ao Moinho da Pascoa, depois descemos pelo sitio onde havia um trilho que ia até às pedreiras da Serra de São Luís (o trilho agora está todo lavrado, mas o pessoal das bikes já se encarregou de passar por lá e já se começa a notar outra vez o caminho). Subimos até às pedreiras e fomos em direcção da Igreja de São Luís da Serra. O trilho é muito bonito, mas é estreito e de difícil passagem nas bikes, uma coisa é certa: o pessoal passa lá! Mas de certeza que chega ao fim cheio de arranhadelas. Quando começa a alargar, há lá uma descida muito perigosa onde o pessoal colocou uma placa a avisar do perigo e não é caso para menos! Se se for de bike aí é mesmo sitio para desmontar (no outro dia vi um vídeo de um tipo a subir aquilo com muita classe, eu sei quem é não era capaz de o fazer, mas não me acuso...). Almoçamos no parque de merendas ao pé da igreja e a seguir lá fomos até ao tanque, quando lá chegámos resolvemos investigar o trilho à esquerda do tal tanque, andámos, andámos, andámos e reparamos que o trilho ia sair muito perto da N10, como isso não nos interessava mesmo nada, resolvemos voltar um pouquito para trás (comer mais uns medronhos) e seguir um trilho que estava perto de outro tanque mais pequeno e que estava cheio de agua. Esse trilho era a descer e nós já sabemos que no meio da serra se se desce mais cedo ou mais tarde temos que começar a subir. E assim foi, e que subida... subimos, subimos, subimos, voltámos a subir, e subimos outra vez! (havia rodados de pneus, por isso calculo que o pessoal do downhill seja frequentador daquele sitio). Quando finalmente acabou a subida, podíamos ver lá do alto a Serra do Formosinho) depois seguimos até à primeira parte do trilho das raízes, que agora está cortado
ao meio por um corta-fogos de gravilha, depois lá encontrámos a segunda parte do trilho das raízes (ver imagem) e lá fomos nós por aí a baixo. A partir daqui já não houve mais novidades, agora eram só caminhos já antes "navegados" e mais subidas! subimos até ao vale dos barris (encontramos 3 cavaleiros a darem um passeio) depois subimos o trilho que vai até aos moinhos da serra do louro. Já lá em cima, encontrámos um pastor com 2 cães e muitas cabras (elas também deviam ter espírito aventureiro porque estavam a fazer o percurso que vai até ao clube de BTT). Mais adiante continuámos a ouvir o som que nos parecia ser das cabras, fomos a ver era uma que andava perdida do resto, esperemos que tenha encontrado o caminho! (senão vai virar chanfana na cozinha de alguém mais depressa do que ela pensava...). E estávamos perto do fim, agora só faltava olhar para o podómetro e ver os km percorridos: 29,117 (35.078 passos em 05:57:36). Resumindo: Estou com um empeno do caraças e amanha temos mais 56 km para fazer de bike... mas não há-de ser nada!!