segunda-feira, 14 de novembro de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 12/11/2011 - O Regresso do Lino e os Turistas de New York


O passeio desta semana fica marcado pelo aguardado regresso do Lino aos nossos passeios de BTT. Onze meses depois, a lesão na rotula parece estar praticamente debelada e daqui para a frente, sempre que ele estiver disponível, vamos voltar a poder contar com um dos mais entusiastas elementos da nossa equipa.

 Como a condição física de todos os elementos presentes não era a melhor optámos por fazer um percurso com cerca de 60 km que evitasse as zonas mais enlameadas da Serra e que fosse pouco exigente ao nível da altimetria (557 mt no GPSies). 
Apesar das aparentes facilidades, no final da volta estávamos um pouco desgastados o que só demonstra que a falta de treinos não perdoa a ninguém!

Após o aquecimento habitual até Palmela, descemos até ao Vale dos Barris e seguimos até à Capela das Necessidades. Depois atravessámos a N10 e subimos até ao Cuco:

Carlos, Artur e Lino

Depois da foto de grupo seguimos até à Quinta da Califórnia aproveitando alguns dos muitos trilhos disponíveis ali naquela zona:



Era agora a altura de subir um pouco e seguir até ao Single Track do Casal de São Rafael:



Desmontámos ali na zona mais inclinada, mas após uma breve analise do terreno consegui arranjar uma maneira de contornar esse obstáculo e fazer o trilho completo sem desmontar ;-)

Não tinha saída mas nós vínhamos de lá, lolol


Depois seguimos até à zona da Quinta da Torre e fomos explorar um pequeno trilho que eu tinha curiosidade em conhecer há já algum tempo, que segundo as Cartas Militares situa-se no "Pocinho da Torre", e que apesar de ter algumas silvas se revelou bastante agradável.


Já na Aldeia de Irmãos encontrámos dois turistas, já com uma certa idade, que andavam a conhecer a região com uma Tandem Bike de dois lugares. Mas apesar de terem GPS estavam um pouco desorientados e queriam saber como poderiam apanhar o Ferry Boat para Lisboa. Como estávamos relativamente perto da N10 oferecemos-nos para os guiar até lá. Por azar, passados poucos metros eles tiveram um furo e tivemos de encostar para ajudar a efectuar a reparação. Soubemos então que eles viviam em Nova Iorque, que ela era Russa e ele Americano, que já tinham estado em Barcelona e que a viagem iria terminar em Lisboa. 



Abandonámos o casal de turistas já na N10 junto à rotunda ao pé da AERSET e enquanto eles seguiam para Cacilhas, nós seguimos por Casal Bolinhos de forma a podermos voltar à Aldeia de Irmãos por um caminho alternativo e sem transito.

Novamente na Aldeia de Irmãos era a altura ideal para restabelecer alguma energia e pensar qual seria o nosso próximo destino. 


 
Como já eram 11h00 não haviam muitas hipóteses que permitissem chegar a casa a horas decentes e por isso optámos por voltar para trás e rolar um bocado em alcatrão até Cabanas.

Em Cabanas, abandonámos novamente o asfalto e seguimos até à Quinta do Anjo, e depois até à Quinta da Marquesa por uns caminhos que raramente fazemos mas que são uma boa alternativa para nos livrarmos ao fastidioso transito na EN379.

Até à próxima! 


Rijos de serviço: Artur, Carlos e Lino
Distância percorrida: 63,50 km em 04:39:02

Altura máxima: 201 m
Altura mínima: 17 m
Acumulado de subidas: 557 m (GPSies)

Media de Pulsações: --- (não disponível)
Pulsação Máxima: --- (não disponível)

Velocidade Média: 15,30 km/h
Velocidade Máxima: 44,00 km/h




segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 29/10/2011 - Mais um ao Sábado!



Mais um passeio ao Sábado! Desta vez a escolha era óbvia, visto que no domingo o Parque Natural da Arrábida iria estar atolado de BTTistas, porque para além dos habituais "domingueiros" iria-se realizar a maratona organizada pelo pessoal da TascaduXico e iriam lá estar mais de 600 pessoas... Como é lógico, se fossemos ao Domingo poderíamos sempre evitar as zonas onde a maratona iria passar, mas certamente não seriamos os únicos a pensar dessa forma e o resultado seria quase idêntico.

Desta forma não tivemos condicionantes na escolha do percurso e tivemos a oportunidade de ficar a conhecer duas das três novidades que os "Tasqueiros" reservaram para a maratona (abdicámos de conhecer a subida que eles apelidaram de "Calvário" porque não nos estava a apetecer carregar nenhuma cruz (leia-se bicicleta) serra acima e depois não ter tempo para fazer a volta como eu tinha planeado) e pudemos também verificar que alguns trilhos já bem nossos conhecidos foram alvo de alguma limpeza de vegetação (e nós também fizemos algum serviço comunitário). Destaco o trabalho efectuado na limpeza das "Tocas" do Coelho e da Lagartixa que agora já se encontram cicláveis. Se bem que a "Toca do Coelho" na minha opinião ainda precisa de mais umas tesouradas (se eu não me esquecer para a próxima vez que lá passar levo a tesoura da poda e trato do resto).

A primeira novidade do dia foi um trilho relativamente curto (desce-se em cerca de 1 minuto) que ainda desconhecíamos e que liga a "Cobra" à "Lagartixa". Por ser novidade começámos a descida com algumas precauções mas depois largámos um pouco as manetes dos travões e desfrutámos de tudo o que trilho tem para oferecer.

Seguimos depois em direcção à "Toca da Lagartixa", este trilho até à poucos dias estava cheio de silvas e vegetação diversa, o que dificultava e muito a progressão montado nas bikes. Como referi anteriormente, hoje pudemos comprovar que o trilho foi limpo e que agora já lá se pode passar 100% montado e sem arranhões ;)

Estávamos agora no Vale dos Barris e o próximo objectivo era o trilho do Cabeço das Torres (o tal do tronco que vai dar a Cabanas). Para lá chegarmos rolámos até à Portela e subimos pela encosta da Serra de São Francisco até ao largo do "Cai-de-Costas".  A curiosidade residia em saber se tinha sido feito alguma operação ao tronco que obriga quem por lá passa a desmontar. Infelizmente a árvore ainda continua a atravessar o trilho mas vimos que tinham sido colocados dois troncos mais finos junto do maior, o que pode indiciar que talvez haja alguma ideia para se ultrapassar o obstáculo sem desmontar, mas que naquela altura ainda não tinha sido integralmente aplicada. Quando lá voltarmos a passar sabermos se ficou assim ou se sempre foi encontrada uma solução.

Rolámos um pouco pelo alcatrão da EN 379 e em São Gonçalo voltámos a subir até à Serra de São Francisco, mas desta vez pelo "Zigue-Zague". Antes do ultimo "Zague" fomos cuscar os melhoramentos na "Toca do Coelho" e quando chegámos lá a cima seguimos pelo "Sobe e Desce" até à Capela das Necessidades.

Descemos depois em alta velocidade (67 km/hora... eu de carro vou mais devagar, lol), e por alcatrão, até à cascata da Quinta de Alcube, que nesta altura já tem agua novamente, e aproveitámos para fazer a habitual pausa e tirar a foto de grupo.

 Ainda em Alcube, subimos pelo "2Cerejas" e quando chegámos ao topo, seguimos sempre pelo single-track que ainda existe apesar do corta-fogo que foi aberto pelas maquinas do exercito no ano passado (e que apesar de estar um pouco escondido está em excelentes condições)

Chegados ao Rego de Agua, subimos até à estrada municipal 1054 e depois do Moinho da Páscoa seguimos em direcção às Antenas da Serra dos Gaiteiros. Aqui tínhamos tínhamos como objectivo ou fazer o tal "Calvário" mas a descer, porque nós não somo malucos, ou no caso de termos duvidas onde começava o trilho, continuar a estrada e fazer o "Downhill das Antenas". Como eu não actualizei devidamente o meu GPS mental (a volta foi pensada na madrugada de sábado 10 minutos antes de adormecer) decidimos não arriscar (mas quando cheguei a casa pude comprovar no google earth que estava correcto e que era mesmo por onde eu pensava) e seguimos para a sempre emocionante descida das Antenas.

A descida correu muito bem e apesar de descermos à nossa velocidade (não somos propriamente especialistas nesta matéria) só desmontámos ali em duas zonas mais difíceis, sendo que o Rodrigo teve a oportunidade de testar a Stumpjumper numa manobra mais arriscada e provou uma vez mais que começa a ter unhas para tocar aquela guitarra.

Estávamos agora na Baixa de Palmela, e o objectivo seguinte era investigar um caminho vindo de Aires que terminava junto à ultima curva do caminho romano do Castelo de Palmela. Logicamente fizemos o caminho em sentido contrário e por azar encontrámos um dos supostos proprietários de uma daquelas quintas, que passeava os seus cães e que não estava nada satisfeito por ninguém o ter avisado que no dia seguinte iria haver uma maratona a passar por ali, e por passarem cada vez mais pessoas de bicicleta naquele sitio, chegando a ser mal educadas e a desrespeitar a propriedade alheia... Conversámos com o individuo, que no inicio vinha com "duas pedras" na mão, mas que após a nossa conversa não teve motivos para armar mais confusão e seguiu o seu passeio com os seus dois cães (que até eram muito amistosos). Ele pode ter alguma razão no que nos disse, mas uma coisa é certa, nós não saltámos nenhuma vedação e não existe nenhuma placa a informar que estávamos em propriedade privada e que a passagem não era permitida. Alias nem ele nos disse que não podíamos estar ali... Por isso estávamos de consciência tranquila e cientes que não estávamos a prejudicar ou a desrespeitar alguém.
Falta apenas dizer que o caminho é muito interessante e que é uma boa opção para quem não gosta de subir pela estrada da Cobra.

Já em Aires, seguimos até às traseiras do Macdonald´s, depois rolámos até à Volta da Pedra e a seguir subimos até Palmela.

O passeio estava a acabar e restava apenas descer sempre em alta rotação até casa.

Fizemos cerca de 62 km num ritmo relativamente calmo (15,4 km/hora) e apesar dos níveis físicos ainda não estarem grande coisa (o Rodrigo e eu continuamos constipados) conseguimos chegar a casa à hora prevista.

Para a semana vou estar de férias e por isso não vai haver rescaldo, por isso se não falhar nada daqui a 15 dias cá estaremos novamente!

Resta mostrar como ficou o vídeo desta semana:


Até breve!

Rijos de serviço: Afonso, Carlos e Rodrigo
Distância percorrida: 62,10 km em 04:10:40

Altura máxima: 238 m
Altura mínima: 17 m
Acumulado de subidas: 1939 m (TrackMaster) ; 976 m (GPSies)
Índice de dificuldade: 944 (TrackMaster)

Media de Pulsações: 146
Pulsação Máxima: 178 p/min (00:00:00 acima do limite)

Velocidade Média: 15,40
Velocidade Máxima: 67,00