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domingo, 17 de julho de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 17/07/2011 - Correu mal, mas podia ter corrido bem pior!


 Pois é isto hoje não correu nada bem, mas tal como digo no titulo desta crónica, podia ter corrido bem pior! Logo no inicio do passeio quando estávamos já a descer a estrada romana do Castelo de Palmela, o Artur fica sem o travão detrás, ainda resquícios do ultimo tombo que ele deu à umas semanas atrás. Mas como já não é a primeira vez que isso acontece lá se resolveu o problema e o travão ficou a funcionar.


 Quando finalmente descemos a estrada romana, seguimos até à Baixa de Palmela com destino à "Jibóia" e fomos surpreendidos com o piso porque agora tem uma nova camada de gravilha que, se por um lado tapou os regos causados pela água, por outro lado, na fase inicial dificultou um pouco a tracção e obrigou-nos a desmontar quase ao pé da primeira curva.



Dali seguimos para o Moinho da Páscoa e uns metros mais à frente para o single-track que desce até ao sopé da Serra de São Luís.


Depois subimos pelo caminho das antigas pedreiras e seguimos até à Capela:





Aqui e quando me preparava para iniciar mais um segmento do vídeo que estávamos a realizar reparo que algo não está bem e que a maquina não inicia a gravação. O meu primeiro pensamento foi que me tinha esquecido de a desligar em qualquer lado e que a bateria se tinha gasto, por isso montei a câmara de backup, a #6, e os resultados são iguais... aqui a teoria da bateria se ter gasto no caminho também encaixava porque já não era a primeira vez que fazia gravações no interior da mochila (como devem calcular ficam filmes tipo o "Branca de Neve" do João César Monteiro onde apenas se vê uma tela preta e vozes, mas em pior, ehehhe). Afinal ambas as baterias tinham carga e foi o cartão mini-sd que lhe deu uma coisinha má e que me obrigou formata-lo e a perder os vídeos que tínhamos feito até à Capela (foi chato, mas não é grave porque podemos sempre lá voltar).

 Seguimos então pelo trilho até ao estradão da Quinta do Rego d´água e depois da subida inicial virámos à esquerda para o Trilho do Tanque e descemos até à fonte. Não fomos em frente, virámos à direita e descemos a pique até à zona da Ribeira de Alcube. 

Seguimos pelo Vale de Alcube e numa zona onde ninguém esperava vemos o Rodrigo a cair. A queda não parecia grave (e não foi) e quando o ultrapassámos ele já estava em pé e a montar-se na bicicleta e vem atrás de nós. Passados poucos segundos, parei para tirar umas fotos ao Artur que vinha um pouco mais atrasado e nem o Artur nem o Rodrigo apareciam. Como a demora não era normal fomos ver o que se passava e quando lá chegámos deparámos-nos com isto:


Pois... ele bem que se montou na bicicleta quando nós passámos, a roda é que estava "ligeiramente" empenada e não deixou continuar, lolol

Entretanto o Rodrigo foi com o Fernando à fonte lavar a ferida que fez na zona do cotovelo e eu e o Artur ficamos a tomar conta da roda e a planear o logística que seria necessária para o desenrascar.

Mas afinal de contas não foi necessário chamar o carro de apoio porque o Fernando conseguiu desempenar a roda o suficiente para passar por entre o aro da suspensão e pôr a bicicleta a rolar, ainda que em condições precárias.

 
A partir de ali a escolha por caminhos em alcatrão era óbvia e por isso subimos a Estrada do Alto das Necessidades, e depois descemos até São Simão e dali até Cabanas.

Se alguém me dissesse que eu um dia, iria publicar aqui algo relacionado com a banda sonora do filme "Musica no Coração" ou um dos singles do Cliff Richards eu dizia-lhe que ele era maluco e que isso nem em sonhos iria acontecer...

e no entanto... 


 
Eu explico: Antes de chegarmos à Quinta do Anjo o Fernando fez mais uma das suas descobertas e achou uma pasta cheia de discos em vinil de grandes sucessos dos anos 60 e 70 para juntar à sua colecção. 

Por isso nem tudo foi mau, o convívio foi como habitualmente excelente e apesar de tudo ainda acabámos por fazer cerca de 47 km a uma média de 16 km/hora.

Como aposto que agora estão todos cheios de vontade de ir para o youtube ouvir o "The Sound of Music", despeço-me  até uma próxima oportunidade com a esperança que nas próximas voltas haja mais acção e menos "fait-divers".

The hills are alive with the sound of music, trálálá... eheheheh


PS: Prometemos realizar esta volta por completo numa próxima oportunidade, com track, altimetrias, vídeos, se possível sem avarias mecânicas e principalmente sem quedas.



quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 06/02/2011 - O Regresso ao "Trilho Maravilha"


Foto do dia:


O passeio desta semana tinha dois objectivos: Regressar ao "Trilho Maravilha" e testar o novo suporte para a mini-câmara que fiz e montei no aperto rápido do espigão do selim. O vídeo ainda ficou com algumas cabeças cortadas (tenho de elevar a inclinação ligeiramente) mas a imagem ficou muito mais estável porque desta forma consegui eliminar os movimentos bruscos que são inevitáveis com a câmara fixa no guiador da bicicleta (ou no capacete) e consigo ver à posteriori imagens que nunca veria e algumas até são bem engraçadas com direito a bloopers no final do vídeo e tudo... No lado menos positivo da gravação à retaguarda temos a menor acessibilidade aos botões da máquina (tive sempre de desmontar para iniciar e parar a gravação) e ainda o facto de nunca sabermos se a malta vem ou não muito atrasada. Houve alguns trilhos em que não aparece ninguém atrás de mim por esse motivo. Mas para isso há solução!! (ou eu vou mais devagar, ou o resto da malta vem mais depressa ou então as duas coisas ao mesmo tempo, eeheheh). 
Ainda a propósito de suportes para a câmara, já estão mais dois na "linha de montagem", um para o peito e outro para o ombro e se os resultados forem positivos brevemente pode haver novidades a este respeito (o do peito já está em fase de testes).


Voltando ao vídeo, só fiquei com pena de não ter tido bateria suficiente para gravar o espectacular trilho que desce desde as "duas cerejas" até ao estradão de Alcube (a bateria não dura mais de 40 minutos e tendo em conta o preço que me custou é até à data o único defeito que lhe encontro), mas fica para uma próxima oportunidade porque este é daqueles trilhos que a maioria do pessoal gosta de fazer.
Mas isto de fazer ser realizador e fotografo ao mesmo tempo não é muito fácil (ou sou eu que ainda não estou habituado) e hoje as fotografias ficaram para segundo plano.

Relativamente ao trajecto, aproveitámos a trégua da chuva para fazer um percurso bem divertido e passámos por trilhos onde já não íamos à muito tempo e que nos deixaram cheios de vontade de lá voltar! Começámos pela Serra do Louro e pelo trilho dos Moinhos, não fizemos o "S" pelo sitio habitual e descemos pelo estreito single-track que acompanha o estradão mas num nível mais alto e que uns metros mais à frente se junta ao trilho que segue até ao Pomar. Depois subimos o "Cai-de-Costas" e seguimos pelo "Sobe-e-Desce" até à Capela das Necessidades, a seguir e para aproveitar enquanto o trilho não está novamente vedado voltámos a subir um pouco até ao Moinho do Cuco para depois descermos até ao "Fim-do-Mundo". Como já começa a ser habitual as chuvadas que têm caído este inverno voltaram a abrir grandes valas e há ali uma zona onde se tem de passar com algum cuidado porque elas estão mesmo fundas (no vídeo dá para ver).

Parámos para restabelecer energias no cruzamento do Vale da Rasca e subimos até ao espectacular "Trilho Maravilha" que felizmente ainda continua a fazer jus ao nome e que nos proporcionou um dos momentos altos do percurso. Só há ali uma zona mais sombria que, como habitualmente nesta altura do ano, ainda tem um pouco de lama, mas nada que uns metros de PéTT não resolvam.

Depois atravessámos a Ribeira da Ajuda e subimos até à Aldeia Grande:


Atravessámos a N10, subimos por instantes a rua do Alto das Necessidades e seguimos pelo single-track até à subida das "Duas Cerejas". Depois cortámos à esquerda, voltámos uns metros para trás e fizemos o alucinante single-track que termina no Vale de Alcube.


Já cá em baixo e enquanto rolávamos em velocidade de cruzeiro, comentando que à uns tempos atrás quando passámos neste trilho pela primeira vez só o André o tinha descido 100% montado e que agora já ninguém se desmontou por receio e/ou falta de técnica (estamos a aprender umas coisas!) fomos "abalroados" por um grupo relativamente grande de malta do Pinhal Novo (O Artur conhecia alguns deles) e que seguiam a um ritmo superior ao nosso. Eu segui sempre junto aos mais rápidos do pelotão e só o que se ouvia era a malta a falar das vitórias que tinham tido nesta e naquela maratona e se o que ficava mais tempo na memoria eram as vitórias ou as derrotas. E eu ia ali com a minha "Chaimite", no meio daquela malta com suas KTM´s anoréxicas, ehehhee.

Quando chegámos aos Barris seguimos para a empinada subida da encosta da Serra do Louro e depois da Quinta do Moinho Velho seguimos para a descida do empedrado. Logo a seguir virámos à esquerda e depois voltámos a descer por um trilho que o Artur e eu só tínhamos feito uma vez e que vai dar a Cabanas. Ainda andámos à tareia com um par de silvas, mas acabámos por vencer a batalha, ehehhhe.

"Rijos" trajados a rigor! Gostei de ver!! É para isto que os equipamentos servem...
E agora só falta assistirem ao vídeo porque por hoje não há muito mais para escrever! Até para a semana!


Rijos de serviço: Artur, Carlos e Rodrigo

Distância percorrida: 50,00 km (3::26:24)

Altura máxima: 238 m
Altura mínima: 18 m
Acumulado de subidas: 1238 m (TrackMaster) - 768 m (GPSies)
Índice de dificuldade: 628 m (TrackMaster)

Media de Pulsações: 121 p/min.
Pulsação Máxima: 182 p/min. (00:00:00 acima do limite)

Velocidade Média: 14,60 km/hora (muito fraquinho)
Velocidade Máxima: 42,80 km/hora