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terça-feira, 11 de outubro de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 09/10/2011 - Um Domingo na Pedreira



No fim-de-semana passado tivemos quatro desafios: No Sábado caminhar 12 km na Arrábida com a família e alguns amigos, e no Domingo, fazer pela primeira vez a a empinada subida das Pedreiras, pedalar cerca de 70 km e estar em casa antes do meio dia.

Os desafios estavam lançados e os "Brigadeiros" presentes não podiam ter dado melhor resposta porque todos os objectivos foram cumpridos e no final nem foi preciso acelerar muito para conseguir chegar cedo a casa.

Desta vez o aquecimento foi feito em alcatrão, e como na fase inicial rolámos a uma velocidade média de 24 km/hora quando demos por nós às 08h30 já estávamos em Azeitão...

Dali fomos até ao Vale do Alambre e seguimos pelo trilho que passa nas traseiras do parque ambiental e que depois da pequena fonte sobe até ao Parral. Depois descemos até ao Casal do Desembargador, passámos pelo Palácio de Calhariz e seguimos em direcção à Pedreira.


Subir à Pedreira por este lado já estava nos nossos planos há já algum tempo, mas como dois dos mais entusiastas adeptos deste desafio (Fernando e Lino) por um motivo ou por outro não podiam participar, fomos adiando até que pelo menos um deles nos pudesse acompanhar. Ainda não foi desta vez que o Lino pôde participar, mas surpreendeu-nos a todos quando apareceu para a caminhada de Sábado e aí pudemos comprovar que a pior fase da lesão na rotula já passou e que brevemente o veremos sem dores montado na sua bicicleta.


A subida da pedreira não podia ter corrido melhor, porque apesar de "não prestarmos para nada" e de ser a nossa primeira vez, todos conseguimos subir montados e eu até achei que a subida nem é assim tão difícil de se fazer... Ou melhor, eu pensava que iria ser bem mais complicado do que foi. O Fernando ainda andou ali aos "ésses", e eu como ia muito perto e com um carreto mais pequeno fui obrigado a cuidados extra para não lhe tocar na roda traseira, mas no fim acabou por correr tudo bem ;)


Para a posteridade, e também como forma de incentivo para os que nunca subiram este caminho (incentiva-te aí Lino! ehehhe) mostro-vos a filmagem que fizemos durante a "conquista" da Pedreira:



Já lá em cima aproveitámos uma das "Varandas da Arrábida" para restabelecer algumas energias e apreciar a paisagem:

Desta vez foi o Fernando que ficou no foto sem o capacete, e só não o deixou lá porque o guardou em cima da bike, lolol


Era chegada a altura da parte mais divertida do percurso que era descer até à Aldeia das Pedreiras, depois seguir até às Terras do Risco e descer o Trilho do Casal do Fojo:


Como se pode ver no vídeo, o Fernando desta vez esteve cheio de confiança e desceu com a mesma facilidade como habitualmente sobe, e para isso bastou fazer uma simples troca do pneu da frente! Com o Enduro 2.20 a "musica" é outra e tudo parece mais fácil (quer dizer... tudo, tudo não, porque em alcatrão o pneu parece que tem cola, mas isso para mim não interessa nada porque se fiz 130 km até Alcobaça com dois pneus destes, agora que só uso um à frente, tenho obrigação de fazer os quilómetros que forem precisos aqui nas redondezas sem arranjar desculpas pegajosas, lolol).

O Artur estrategicamente a ficar para trás só para aparecer na fotografia ;)

A seguir regressámos à estrada de Calhariz, e rumamos a casa novamente por alcatrão de forma a que o Artur e Fernando pudessem cumprir o objectivo final de estar em casa antes do meio dia.

 Em resumo posso dizer que fizemos mais um belo treino, que devido à limitação horária teve mais alcatrão do que o costume, mas também teve trilhos muito porreiros e paisagens muito agradáveis. Ainda por cima conseguimos fazer tudo o que pretendíamos, o que nos deixou bastante satisfeitos e reforçou ainda mais a união do grupo.

Ahhh!!! E voltámos a encontrar o rapaz que no outro dia desenrascou o elo de engate ao Rodrigo, e que nos encontrou duas vezes apeados, e em alturas diferentes, a solucionar problemas mecânicos. Aquele capacete da "2ª Guerra Mundial" não passa despercebido! Felizmente o encontro desta vez não aconteceu quando estávamos a ver se os travões do Artur estavam ou não com problemas! Mas isso também já eram coincidências a mais, eheheh

Até à próxima!


Rijos de serviço: Artur, Carlos, Fernando e Rodrigo
Distância percorrida: 67,60 km em 03:32:51

Altura máxima: 307 m
Altura mínima: 17 m
Acumulado de subidas: 1153 m (TrackMaster) ; 618 m (GPSies)
Índice de dificuldade: 715 (TrackMaster)

Media de Pulsações: 148 p/min
Pulsação Máxima: 192 p/min (00:00:42 acima do limite)

Velocidade Média: 19,50 km/h
Velocidade Máxima: 46,40 km/h





terça-feira, 27 de setembro de 2011

Rescaldo - Passeio de BTT de 24/09/2011 - O dia das correntes!!


Esta semana voltámos a ir para a Arrábida no sábado e esta é uma opção que vamos voltar a repetir sempre que todos estejam disponíveis para o fazer. Ou seja, se ninguém trabalhar ou tiver outros afazeres vamos ao Sábado, senão vamos ao Domingo.

O passeio de hoje ficou marcado pelo facto de dos quatros elementos da brigada, só eu não ter tido problemas com a corrente da bicicleta... Parece impossível mas é verdade!! Mas já lá vamos...

Depois dos 10 kms de aquecimento habituais iniciámos o nosso percurso com a subida pelo centro histórico de Palmela até ao Castelo:


Quando lá chegámos o Artur reparou que um pino de um dos elos da corrente estava mal encaixado e que estava torto, o que provocava um ruído estranho na bicicleta, e por isso optou por retirar o elo danificado e seguir caminho com a corrente mais curta.

Dali seguimos para os jardins do Castelo e depois descemos até à Baixa da Palmela pela estrada romana. A trepidação deste caminho é tremenda e creio que só o Rodrigo, com a sua Stumpjumper, é chegou lá abaixo sem grandes dificuldades.


Como depois de uma grande descida vem sempre uma grande subida, era a altura de subirmos a "Jibóia", mas quando nos preparávamos para meter a "avozinha" a corrente do Afonso saltou e o desviador estava numa posição muito estranha... Conclusão: O parafuso de uma das roldanas do desviador desapertou-se e a corrente passou para o outro lado. O que vale é os mecânicos de serviço da brigada são uns "profissionais" exemplares e resolveram a questão num ápice, fomos tão rápidos que nem deu tempo para tirar fotografias da avaria... (foi assim não foi? ehehehe).

Depois de resolvida a segunda avaria mecânica do dia, subimos a "Jibóia", que continua com as cancelas abertas, até às Antenas:


Depois seguimos até ao Cabeço do Vento Grande e descemos pelo estradão da Quinta do Zimbral e que termina numa zona muito rochosa perto da Arca D´Agua.


 Voltamos a subir, desta vez até ao Moinho da Pascoa e depois descemos até à Quinta do Rego d´Agua para fazermos, também a descer, o Trilho do Tanque. Quando chegámos à fonte fomos surpreendidos com um grupo muito grande de caminhantes que passavam pelo mesmo trilho. Como não poderia deixar de ser, parámos e deixámos que todos eles chegassem junto de nós e foi mesmo um dos caminhantes que olhou para a bicicleta do Rodrigo e lhe disse que ele tinha a corrente partida... Pois, também o Rodrigo não se safou à maldição das correntes e até Stumpjumper, acabada de vir da revisão dos 30 dias, perdeu o elo de engate durante a descida. Esta situação poderia ter causado problemas sérios se ele não tivesse parado, uma vez que uma pedalada em falso poderia causar uma queda muito feia... 
Felizmente isso não ocorreu e até acabámos por ter sorte porque quando nos preparávamos para unir a corrente, mesmo ficando mais curta, apareceu um rapaz, que mesmo não nos conhecendo de lado nenhum, prontamente ofereceu ao Rodrigo um dos elos de engate que tinha com ele. Se porventura ele algum dia ler esta crónica aqui fica o nosso agradecimento público.

Depois de mais esta avaria ficar resolvida, continuámos a descer e seguimos até à N10. Atravessámo-la e entrámos na Quinta dos Cambalhões subindo até à Capela de São Pedro de Alcube. A vista que se deslumbrava daquele ponto era muito bonita com as nuvens e o Formosinho ao fundo e não resisti a gravar uns segundos desse momento para a posteridade.

 Descemos até à vinha, atravessámos a ribeira e seguimos até à Estrada dos Picheleiros. Depois subimos até à Quinta da Urze e a seguir fizemos o "Fim-do-Mundo" também a subir. De referir que encontrámos o piso num estado impecável o que facilitou e muito a ascensão até lá acima. Curioso foi o facto de termos visto crianças acompanhadas com os seus pais a descer de bicicleta... (não sei se sou só eu, mas não me parece que aquele seja o sitio ideal para estas aventuras).


Ao fundo o Moinho do Cuco
 Em seguida rolámos até às traseiras da garagem dos autocarros, voltámos a atravessar a N10 e descemos desde a Capela das Necessidades até à zona da Portela, onde subimos a encosta da Serra de São Francisco, e sem meter o pé no chão, fomos experimentar a gravilha do "Cai-de-Costas". 
Por sinal, agora a melhor maneira de fazer está subida é pelo lado direito, onde há menos gravilha, e pelo que vi, se nós não levássemos já nas pernas a "Jibóia" e o "Fim-do-Mundo", o mais provável era termos conseguido voltar a subir esta mítica subida como deve ser. E já agora, convém que fique registado que o Artur só não subiu tudo montado porque a Cláudia lhe estava a ligar para o telemóvel, o que o desconcentrou bastante e provocou que ele desmontasse antes de atingir o objectivo proposto (Foi isso não foi? Falta de força nas pernas é que não foi de certeza, lololol)

Como o nosso objectivo era mesmo só ir experimentar a gravilha, voltámos para trás e seguimos até ao Pomar. No fim deste trilho o Artur reparou que as mudanças estavam completamente desafinadas e os mesmos eficientes mecânicos lá resolveram mais ou menos a questão de forma a podermos seguir o passeio. Curiosamente enquanto efectuávamos mais esta reparação voltámos a encontrar o rapaz que desenrascou o elo de engate ao Rodrigo! Há coincidências do caraças!!

Para terminar subimos até aos Moinhos, para fazermos o trilho no sentido inverso ao que habitualmente fazemos e que tanto apreciamos. Aqui tivemos a sorte de encontrar um grupo numeroso de pessoas que participavam nas "Burricadas" da Serra do Louro e que deram um brilho extra ao nosso vídeo.



E por falar em vídeo, deixo-vos com o desta semana! Espero que gostem!!



Rijos de serviço: Afonso, Artur, Carlos e Rodrigo
Distância percorrida: 54,00 km em 03:26:09

Altura máxima: 234 m
Altura mínima: 17 m
Acumulado de subidas: 1821 m (TrackMaster) ; 915 m (GPSies)
Índice de dificuldade: 834 (TrackMaster)

Media de Pulsações: 130
Pulsação Máxima: 192 p/min

Velocidade Média: 16,20
Velocidade Máxima: 63,40